Wadih Damous, secretário Nacional do Consumidor, está cada vez mais isolado no Ministério da Justiça. Fontes a par do assunto, dentro e fora do ministério, dizem que Damous age muitas vezes sem falar com a cúpula da pasta sobre seus planos. Comporta-se como se a Senacom fosse um órgão autônomo – e como se não devesse se submeter a Ricardo Lewandowski, chefe da pasta.

A última atitude nessa linha foi uma nota técnica publicada na internet pela Secretaria Nacional do Consumidor em julho, com critérios para redes sociais funcionarem no Brasil. O documento assinado por Damous nem sequer foi publicado no Diário Oficial da União, e, segundo uma fonte do alto escalão do Ministério da Justiça, nem será.

Wadih Damous é advogado e vem do PT fluminense. Não pertence ao grupo político do ministro Ricardo Lewandowski. Paulista e com carreira na magistratura estadual, o ministro da Justiça se cercou de conterrâneos.

Empresários e advogados que precisam atuar junto à Senacon reclamam a ministros do governo que Damous não os recebe corretamente.