A mudança de advogado do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro que está preso, não provoca medo na alta cúpula do PL até o momento. Ninguém diz nada sobre Jair Bolsonaro.
A avaliação preliminar é que uma eventual delação premiada de Cid atingiria mais as Forças Armadas e a ala bolsonarista do governo passado do que integrantes do partido. O problema é apenas de Bolsonaro.
A possibilidade de delação surgiu após Rodrigo Roca deixar a defesa do militar na noite de quarta-feira (10). O advogado, além de ser próximo da família Bolsonaro, é conhecido por não usar o recurso da delação.
Cid foi preso pela Polícia Federal durante a operação Venire, no início do mês. Ele é suspeito de fazer parte de um grupo que inseriu informações falsas no ConectSUS para fraude dados de vacinação da família e de Bolsonaro.
Ao Bastidor um deputado não ligado ao bolsonarismo disse não acreditar que Cid possa dizer algo contra alguém do partido que não seja Bolsonaro.
Até o momento, o PL tem defendido Bolsonaro e ignorado seus assessores que estão presos. Como até Bolsonaro e os filhos abandonaram Cid à própria sorte, não é seu partido que vai se mexer.

