Deputados já discutem nomes alternativos para a disputa pela presidência da Câmara em fevereiro de 2025. Começa a ser considerado como possibilidade o nome do Doutor Luizinho, deputado pelo Rio de Janeiro, que Arthur Lira tentou emplacar no Ministério da Saúde, no lugar de Nísia Trindade.
Luizinho tem boa relação com petistas, bolsonaristas e Centrão. Sua base eleitoral é Nova Iguaçu e tem uma relação próxima com empresas e empresários do setor de transportes da Baixada Fluminense.
Doutor Luizinho foi secretário estadual da Saúde no Rio, no governo Cláudio Castro. Deixou o cargo no ano passado, quando o Tribunal de Contas descobriu a existência de R$ 40 milhões em contratos de órgão públicos estaduais com empresas de assessores, todos eles médicos de Nova Iguaçu como ele. Este foi um dos impedimentos para que se tornasse ministro da Saúde.
Apesar dos pesares, Luizinho surgiu como alternativa diante do impasse com os candidatos postos até o momento, que enfrentam algumas resistências – seja do governo, da oposição ou do próprio Arthur Lira (PP-AL), atual comandante da casa.
A falta de unanimidade provoca o surgimento alternativas capazes de angariar votos, tanto da oposição quanto da base aliada. Um deles, como noticiou o Bastidor em março, é Hugo Motta, do Republicanos.
Elmar Nascimento (União Brasil-BA) é o favorito de Lira, mas não conta com o apoio do Palácio do Planalto. Seu principal concorrente, Marcos Pereira (Republicanos), tem a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas tem a antipatia do ex-presidente Jair Bolsonaro e, portanto, de bolsonaristas do PL.
Antônio Brito, do PSD, que tenta se colocar na disputa, é o mais improvável dos candidatos. Tem o apoio do governo, mas sofre com o peso da oposição que a gestão petista enfrenta na Câmara.

