Auxiliares de Lula começaram a apostar que o presidente deve postergar a escolha do novo Procurador-Geral da República para mais próximo do fim de ano ou até deixar a definição para o início de 2024. São três os motivos.

O primeiro: num rápido encontro com a procuradora-geral interina da República, Elizeta Ramos, durante a posse de Luís Roberto Barroso como presidente do Supremo Tribunal Federal, Lula gostou da troca de palavras.

Segundo testemunhas do encontro, agradou especialmente a promessa dela de que, por estar temporariamente na função, não deve mexer em casos mais delicados.

O presidente gostou porque tinha ouvido de seus interlocutores que Elizeta Ramos era lavajatista e, por isso, poderia criar constrangimentos problemas dentro do Ministério Público para o governo.

Segundo motivo: Lula tentará evitar dar mais poder de forma tão forte a Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Além do fato de haver muitas indicações para analisar na comissão, o senador tem se aproximado dos bolsonaristas.

O presidente quer evitar deixar, neste momento, Alcolumbre tão poderoso.

Terceiro motivo: o presidente gostaria de ter mais opções além dos dois apresentados a ele, os subprocuradores Paulo Ganot e Antonio Carlos Bigonha. Ele quer outros nomes que lhe permita fugir da pressão que vem sofrendo pelos grupos interessados.