A direção do PSB discutiu nesta quarta-feira, 1, com a bancada da legenda do partido a possibilidade de se formar uma federação partidária que inclua o PT.
A união da legenda com partidos menores, como Rede e PCdoB, está quase certa. Segundo fontes que estiveram no encontro, é mais fácil negociar com legendas menores sem sair enfraquecido nas disputas por cabeças de chapas nos estados.
Embora a percepção geral seja de que a eventual aliança com o PT poderá eleger mais deputados federais, fortalecendo, assim, a legenda, o acordo com os petistas pode não sair por causa dos interesses das disputas majoritárias, como a do nome para o Senado e a definição para a disputa para os governos.
As regiões Norte e Sul são outro problema. Nelas, PSB e PT são tradicionalmente adversários, com exceção de um e outro estado. A legislação que criou a possibilidade da formação de federações determina que a união seja nacional e dure a legislatura, ou seja, de 2023 a 2027. É muito tempo; disputas locais serão atropeladas.
No Sudeste e no Nordeste, onde caminharia mais facilmente para uma aliança, dois estados são pontos-chave para ambas as legendas: Pernambuco e São Paulo.
Em Pernambuco, o PSB quer de modo inegociável a candidatura ao governo estadual. O PT, que tem a deputada Marília Arraes interessada na disputa, poderia abrir mão dela em troca de apoio em São Paulo, cujo candidato a governador é Fernando Haddad.
O ex-governador paulista Marcio França, porém, tem dito que só abre mão da disputa ao Palácio Bandeirantes por Geraldo Alckmin.
O PSB ficou de reunir novamente para discutir o futuro.

