Parlamentares do alto escalão do Congresso têm contado com a “ingenuidade” de Luís Roberto Barroso sobre as federações para sobreviver às eleições de 2022. Fontes afirmaram ao Bastidor que, a portas fechadas, integrantes do topo da cadeia alimentar do Legislativo “estão rindo” da esperança do ministro de que as federações partidárias ajudarão a enxugar o inchaço partidário brasileiro.
Esses congressistas esperam a apresentação de regras para poderem federar seus partidos sem perder autonomia por conta da união temporária de agremiações políticas. “[Essas federações] Não vão durar até a eleição municipal de 2024”, afirmou uma fonte com bom trânsito partidário.
Apesar das risadas, a indefinição sobre o regramento tem deixado esses congressistas temerosos. O caso está no Supremo, sob relatoria de Barroso, mas o tema também depende do TSE, que é presidido pelo ministro e precisa redigir uma resolução até abril do ano que vem.
Uma minuta do texto a ser apresentado pelo TSE vazou recentemente. Nela há as regras para criação da federação, algumas delas já previstas na lei eleitoral, como criação de um CNPJ comum às agremiações que formem o grupo e a necessidade dessa união perdurar por, no mínimo, um ciclo eleitoral completo (4 anos).
Sobre a ação no STF, outra fonte disse ao Bastidor que, caso Barroso não decida o assunto até o começo do ano que vem, “é porque ele não quer enfrentá-lo”. “Não decidir também é uma posição”, disse um advogado que atua no TSE.

