Com autorização do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, promotores investigam a suspeita de que o Instituto Brasileiro de Direito da Empresa serviu para lavar dinheiro de propina num esquema de corrupção nas varas empresariais fluminenses.
Formalmente, essa entidade jurídica, conhecida como IBDE, promove eventos, cursos e seminários relacionados à falência de empresas e à manutenção de massas falidas. No entanto, análise sigilosa do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o COAF, registra indícios de que advogados e juízes suspeitos de envolvimento em vendas de sentenças usaram o IBDE para branquear dinheiro de propina.
O presidente do IBDE, Gustavo Nobre, é primo da juíza Maria da Penha Nobre, titular da Quinta Vara Empresarial do Rio. Ambos são investigados pelo MP.

