O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio de Castro, do PL, foi alvo nesta sexta-feira (14) da segunda fase da operação Sem Refino, da Polícia Federal, que investiga fraude em licenças ambientais para a Refit, antiga refinaria de Manguinhos. O mandado de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Nessa nova fase, a PF investiga suspeitas sobre a atuação da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Rio, durante o governo de Castro, na concessão de licenças ambientais à Refit sem análises técnicas de outros órgãos.
No total, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão. Também são alvos da operação os ex-secretários de Meio Ambiente Bernardo Rossi e José Mauro Júnior. A operação mirou ainda o advogado Antonio Carlos Santos, conhecido como Pipo, ex-assessor parlamentar e ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado. Brazão está preso como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.
Segundo a PF, essa segunda fase apura os crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado.
Essa é a terceira operação da PF este ano contra Castro, que deixou o governo do Rio em abril deste ano e desistiu de ser candidato ao Senado. Em 15 de maio, a primeira fase da operação Sem Refino realizou buscas na casa do ex-governador sob suspeita de favorecimento de seu governo à Refit. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes também determinou a prisão do dono da refinaria, Ricardo Magro, cujo nome consta em difusão vermelha da Interpol.
Em 26 de maio, Castro voltou a ser alvo da PF por aportes de 3,69 bilhões de reais da Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do estado, no Banco Master. Segundo relatório da operação Compliance Zero, que apura fraudes no INSS, há sincronismo entre os investimentos do governo no Master e diversos encontros privados entre Castro e Daniel Vorcaro, inclusive no exterior.
Procuradas por telefone, a defesa de Castro e a Refit não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O Bastidor tenta contato com os demais envolvidos.

