A Oi informou na noite de quinta-feira (5) que recebeu apenas uma proposta no leilão para venda de sua participação na V.tal, empresa controlada pelo grupo BTG Pactual, de André Esteves. A oferta ficou abaixo do preço mínimo de 12,3 bilhões de reais previsto no edital aprovado pela 7ª Vara Empresarial do Rio, no processo de recuperação judicial da companhia.

Diante do resultado, a 7ª Vara Empresarial do Rio suspendeu a audiência de abertura das propostas. A administração judicial deverá submeter a oferta à análise e deliberação dos credores da reestruturação da Oi. A venda da participação na V.tal é uma das estratégias da empresa para reorganizar o caixa.

O ativo colocado à venda corresponde a 27,26% do capital da V.tal. O edital prevê pagamento à vista, em dinheiro, e proíbe propostas com parcelamento, troca de ativos, compensações ou uso de créditos. Também estabelece que o comprador não assumirá dívidas nem outras obrigações da Oi ou de empresas do grupo.

A única proposta foi apresentada por um grupo liderado por veículos do BTG Pactual, entre eles os fundos BTG Pactual Infraco Master FIP, BTG Pactual Economia Real Master FIP e BTG Pactual Infraco Co-Investor Fund LP, além da BGC Fibra Participações e afiliadas.

A V.tal informou nesta sexta-feira (6) que os investidores envolvidos firmaram acordo de acionistas para regular o exercício conjunto de direitos políticos e eventuais operações com as ações da empresa.

A autorização para a venda da participação ocorreu após um ajuste contábil de 12 bilhões de reais na V.tal. A empresa afirma que a medida não tem impacto sobre o caixa e que as operações seguem normalmente. O efeito, porém, será incorporado ao balanço de 2025, com impacto negativo no lucro líquido e no patrimônio líquido.

O ajuste foi apresentado pela diretoria financeira ao conselho de administração da V.tal, no qual a Oi tem um assento, em reunião online realizada em 30 de dezembro. Após o encontro, a medida foi comunicada ao mercado.

Antes disso, a V.tal já vinha registrando resultados negativos. Teve lucro líquido de 24 milhões no primeiro trimestre de 2025. No segundo, registrou prejuízo de 380,3 milhões. No terceiro, a perda foi de 343,7 milhões.