A Raízen anunciou, na noite de quarta-feira (4), que seus controladores avaliam injetar 4 bilhões de reais para reestruturação de dívidas. A proposta em discussão prevê um aporte de 3,5 bilhões feito pela Shell e outro de 500 milhões feito por Rubens Ometto, dono da Cosan.
Em comunicado, a Raízen também informou que, se necessário, pode entrar em recuperação extrajudicial para garantir “um ambiente protegido e ordenado” no processo de reestruturação de sua dívida de 72,4 bilhões de reais. Desse total, 29,4 bilhões estão concentrados em bancos e 29,2 bilhões em bonds.
A companhia acrescentou que o plano também pode incluir a conversão de parte do endividamento em capital, combinada com o alongamento do saldo remanescente da dívida; continuidade do processo de simplificação dos negócios da companhia; e a avaliação e venda de ativos não estratégicos.
Inicialmente, Shell e Ometto haviam proposto um aporte de até 3 bilhões de reais, seguido de uma cisão da Raízen, com a separação dos negócios de etanol e distribuição. A proposta não avançou após resistência dos credores, que enviaram carta aos controladores pedindo uma injeção de até 25 bilhões de reais.

