A Shell se comprometeu a aportar até 3,5 bilhões de reais na Raízen, joint venture com a Cosan. A petrolífera britânica espera que a sócia acompanhe o movimento, o que elevaria a injeção de recursos para até 7 bilhões de reais.

O anúncio ocorre em meio à insatisfação dos credores com a empresa de açúcar e etanol, que acumula dívida de 72,4 bilhões de reais e tenta renegociá-la. Desse total, 29,4 bilhões estão concentrados em bancos e 29,2 bilhões em bonds.

Inicialmente, Shell e Cosan haviam proposto um aporte de até 3 bilhões de reais, seguido de uma cisão com a separação dos negócios de etanol e distribuição. A proposta não avançou após resistência dos credores, que enviaram carta às controladoras pedindo uma injeção de até 25 bilhões de reais.

Em coletiva nesta terça-feira (3), o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, confirmou a intenção de capitalizar a Raízen. Segundo ele, eventual cisão só ocorreria após a reestruturação da dívida e a estabilização das operações.

Costa afirmou ainda ter se reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir alternativas ao endividamento. De acordo com o executivo, é de interesse do governo que a empresa encontre uma solução.

Procurada, a Cosan preferiu não comentar.