A demora do Ministério da Justiça para apresentar o pedido de extradição de seis suspeitos pelo maior roubo ao sistema financeiro já registrado no Brasil levou a Justiça espanhola a transferi-los à prisão domiciliar na última semana. Eles seguirão nesse regime enquanto o governo da Espanha não receber o processo de extradição, que segue na Secretaria Nacional de Justiça, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Entre os liberados para prisão domiciliar está Italo Jordi dos Santos Pireneus, o Breu, um dos principais líderes do roubo de 813 milhões de reais. Além dele, foram transferidos Thaís Penalva Lima, esposa de Breu, Henrique Magnavita Lins, Emerson Alves da Silva, Wesley do Nascimento Lopes e Rômulo de Oliveira Carvalho.

Com potencial risco de fuga e alto poder financeiro ainda em posse da quadrilha, autoridades da Polícia Federal e do Ministério Público ligados à investigação tentam acelerar o processo de extradição e buscam alternativas para mantê-los sob monitoramento. A informação da transferência de regime foi confirmada por advogados e familiares.

Breu estava preso desde 30 de outubro, após a deflagração da operação Magnas Fraus, da Polícia Federal. No Brasil, a PF concluiu em partes as investigações e o Ministério Público de São Paulo já o denunciou e outros 19 envolvidos no roubo de 813 milhões de reais. Entretanto, o juiz do caso, Paulo Fernando Deroma De Mello, ainda não acolheu a denúncia.

Como mostrou o Bastidor, Lucas Dhuan Santos Pombal, vulgo Barte, é suspeito de receber e lavar altas quantias em roubos da quadrilha dos 813 milhões. Ele foi preso na Argentina e extraditado para o Brasil em pouco menos de dois meses. Recentemente, o STJ negou um habeas corpus para sua soltura.

Em nota, o Ministério da Justiça informou que não se manifesta em relação a casos concretos e individualizados, pois correm sob sigilo.