O ministro Herman Benjamin, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira (8) pedido de liberdade para Lucas Dhuan Santa Rosa Pombal, conhecido como Bart. O empresário do ramo do funk é o primeiro integrante da quadrilha que roubou 813 milhões de reais, no maior golpe ao sistema financeiro do país, a ser extraditado para o Brasil.
O pedido de habeas corpus foi protocolado pelo advogado Antônio Carlos Almeida de Castro, o Kakay, que recorreu da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Alegou que Pombal possui residência fixa e ocupação lícita e, por isso, poderia ser solto com medidas cautelares.
Lucas Pombal foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por furto mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele foi preso na Argentina durante a segunda fase da operação Magnas Fraus e está detido no Centro de Detenção Provisória Belém 1, em São Paulo.
No dia do roubo, Pombal trocou mensagens com Patrick Zanquetim de Morais, principal responsável pela operação de lavagem do dinheiro roubado, para negociar repasses dos valores em espécie e criptomoedas. Para a Polícia Federal, ele foi um dos principais beneficiários do crime.
Pombal tem antecedentes criminais por posse de drogas, violência doméstica, ameaça e desobediência. Além disso, é citado na operação Visionário que investigou um desvio 5 milhões de reais de conta bancária do governo.
Como mostrou o Bastidor, o funk “1 Bilhão”, interpretado por William Marcelino Araújo, o MC Willian Original, foi gravado sob a temática do roubo de 813 milhões. A suspeita de proximidade da música com o crime é vinculado pela relação de Pombal com o universo do funk. Além disso, MC Willian, intérprete do funk, e Pombal se seguem no Instagram.

