O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta sexta-feira (31) a abertura de um segundo inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desta vez, a apuração mira suspeitas de tráfico de influência envolvendo negociações com a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal.
A Polícia Federal apura indícios de que Lulinha ajudou um empresário do setor de tecnologia a buscar contratos na Dataprev e em outros órgãos federais. Os investigadores também analisam se o empresário custeou uma viagem do filho do presidente em troca de facilitação de negócios junto ao governo.
O empresário investigado é Cléber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3Structure IT. Conforme a investigação, a PF identificou que Ribas e Lulinha viajaram em dezembro de 2024 usando o mesmo localizador aéreo. Os investigadores apuram se o empresário custeou as despesas da viagem e se houve alguma contrapartida relacionada a negócios com o governo federal.
O Portal da Transparência do governo federal registra contratos da 3Structure IT com os ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e Educação, além de Exército e Funasa. A empresa não tem contratos com a Dataprev.
Em outro inquérito, aberto por Mendonça na quinta-feira, a PF investiga se Lulinha usou contatos no Gabinete da Presidência e no Ministério da Saúde para favorecer a empresa World Cannabis, ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que está preso.
O Bastidor tentou contatar a defesa de Lulinha e do empresário Cléber Ribas de Oliveira, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
Texto alterado às 17h50 de 04 de agosto para incluir informação sobre contratos da 3StructureIT.