Com apenas quatro votos acima do mínimo, o Senado aprovou nesta quarta-feira (12) a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao cargo por mais dois anos, até 2027. Foram 45 votos favoráveis e 26 contrários no plenário. Horas antes, Gonet havia sido sabatinado e aprovado na Comissão de Constituição e Justiça por 17 votos a 10.
Em 2023, Gonet foi aprovado no plenário com folga, por 65 votos a 11. Na ocasião, ele teve votos até mesmo da oposição. Desta vez, devido à denúncia da trama golpista de 2022, que levou à condenação de Jair Bolsonaro, Gonet não teve a mesma simpatia. Houve até campanha nas redes sociais pela sua rejeição.
A votação apertada de Gonet indica um ambiente hostil a indicações do presidente Lula. O clima tende a fazer o governo adiar por algum tempo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
O candidato preferido do Senado é o senador Rodrigo Pacheco. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e parte dos ministros do STF fazem campanha por Pacheco, contra a preferência de Lula por Messias. A dificuldade de Gonet é um recado.
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