A Polícia Federal indiciou nesta semana o juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica (MT), e o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves no caso de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O indiciamento acontece após parte da investigação ter sido devolvida por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Afastado do cargo desde maio de 2025, Amarante foi indiciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Andreson, que cumpre prisão domiciliar, foi responsabilizado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A investigação ainda indiciou a atual esposa de Lúcio, Mara Patrícia Nunes Amarante, e sua ex-esposa, Jucimara de Sousa Amarante por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Segundo a PF, Mara repassou, de forma fracionada, 750 mil reais ao marido, entre setembro de 2023 e outubro de 2024. Uma empresa de Jucimara transferiu mais de 200 mil reais para o ex-marido entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023.
A defesa de Andreson disse que se manifestará apenas nos autos. Em nota, a defesa do juiz Ivan Lúcio Amarante afirma que “causa estranheza a divulgação de informações na Imprensa de processo e inquérito que tramitam sob sigilo. A defesa do Magistrado adotará as medidas judiciais cabíveis para a proteção e resguardo dos direitos e prerrogativas de seu cliente”.
Nota atualizada às 10h40 de 20 de agosto para incluir nota da defesa do juiz Ivan Amarante.

