O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Floriano de Azevedo Marques não será reconduzido ao cargo em maio, quando se encerra seu mandato bienal. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, prefere nomes mais próximos a si, e Floriano é do time de Alexandre de Moraes, seu antecessor.

Fontes com ótimo trânsito no TSE disseram ao Bastidor que a saída foi acertada numa rápida conversa entre Floriado e Cármen há poucos dias. A ministra havia pedido que Moraes desse a má notícia a Floriano, mas ele respondeu que não seria possível fazer isso.

Ainda não há um nome definido para substituir Floriano.

A situação de outro ministro aliado de Alexandre de Moraes, André Ramos Tavares, ainda está indefinida. Fontes afirmam que ele pode ser uma exceção e se adequar mais facilmente às diretrizes da atual presidente. Essa adaptabilidade não garante a manutenção da vaga, mas uma chance de continuar.

Um exemplo da necessidade de adaptação é o ministro Cristiano Zanin, que ocupa uma cadeira no TSE. Ao assumir a direção da escola da corte superior, ele atendeu pedidos de Cármen para nomear pessoas que a presidente considera aptas para as funções.

O Bastidormostrou que Cármen também não reconduzirá Edilene Lôbo, que deixou de ser professora-convidada da Universidade Sorbonne-Nouvelle para assumir como ministra-substituta do TSE durante a gestão Moraes e contou com muito apoio do presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

Edilene Lobo até tentou ir para o Superior Tribunal Militar, mas o presidente Lula preferiu indicar a advogada Verônica Sterman, que já defendeu a ministra Gleisi Hoffmann e o vice-presidente Geraldo Alckmin.