Embora a indicação de Flávio Dino tenha sido criticada pela falta de espaço para a diversidade, agradou às associações de classe de magistrados de todas as instâncias. Há anos, as entidades defendem a indicação de um nome que tivesse feito carreira nos tribunais antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal.
Além das protocolares notas divulgadas nesta semana pelas entidades, nesta sexta-feira (1º), os presidentes dos sete Tribunais Regionais Federais Regionais divulgaram um comunicado em que apoiam a indicação. No texto, relembram o currículo de Dino, que foi aprovado em 1º lugar no concurso que prestou.
Texto semelhante foi divulgado por outros 13 ex-presidentes da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). “Dino é motivo de orgulho e honra a Justiça Federal de seu país e da Ajufe. Merece, assim, nosso apoio, nossos parabéns e nosso contentamento, certos de que seguirá exercendo a função pública, na Suprema Corte, com o mesmo compromisso democrático e a mesma qualidade de sua longa e bela trajetória”, dizem.
Dino teve carreira curta na magistratura e nunca subiu às cortes de segunda instância. Nos 12 anos em que vestiu a toga, porém, teve atuação de destaque e presidiu a Ajufe. Largou a função em 2006 para se dedicar à política.
Dino substituirá a ex-ministra Rosa Weber, que também fez carreira no Judiciário, percorrendo todas as instâncias da Justiça do Trabalho. Na atual composição, Luiz Fux é o único ministro que fez toda a carreira jurídica, da primeira instância ao STF.
Kassio foi o último ex-juiz a chegar ao STF. Ele atuava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas sua vaga na corte de segunda instância era dedicada ao quinto constitucional da advocacia. Diferentemente de Dino, não fez concurso público para ser juiz.

