Petistas e aliados de Geraldo Alckmin duvidam de qualquer avanço para uma aliança, além de um pacto de não agressão, entre o ex-governador e Fernando Haddad. O escritor Gabriel Chalita, amigo de ambos, tenta uma aproximação entre os dois.

Petistas gostariam que Geraldo Alckmin disputasse o senado em vez de disputar o governo de São Paulo, cargo que terá Haddad como candidato do PT. Aliados dos dois lados duvidam da possibilidade – o ex-governador prefere concorrer ao Palácio Bandeirantes.

Alckmin deixou o PSDB após resistir à imposição de João Doria de vê-lo disputando o Senado.

Para petistas, a aproximação com Alckmin seria estratégica, apesar das dificuldades. Na avaliação deles, Haddad e Alckmin ganham em centrar forças em Rodrigo Garcia, o candidato de João Doria ao governo do estado.

Mais: petistas sonham com um palanque duplo para Lula.

De acordo com aliados de Geraldo Alckmin, o ex-governador concorda com a não agressão e com centrar fogo em Garcia, mas, de acordo com seus interlocutores, é difícil qualquer arranjo além desse.

Alckmin teria de confirmar a filiação ao PSD e seu partido, em vez de candidato próprio, apoiar a candidatura de Lula. Nesse caso, outro arranjo impossível seria necessário – o de o PT abrir mão de sua candidatura para apoiar Alckmin.

De todo modo, Alckmin e Haddad voltarão a conversar e a fazer análise de conjuntura. O último encontro ocorreu na casa de Chalita. É onde deverá ocorrer o próximo, ainda sem data.