O comando da CPI das ONGs convidou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a comparecer à comissão na próxima semana. Em caso de ausência, uma convocação será feita.
Minoria no colegiado, a base governista não atuou contra a presença da ministra na CPI que, além das ONGs, tem as gestões do PT à frente da presidência como alvo.
Os senadores da oposição vão questionar Marina sobre sua participação no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), uma ONG que recebe recursos do Fundo Amazônia e, em 2022, usou 80% das verbas com pagamento de funcionários, despesas internas e consultorias. De acordo com a CPI, apenas 11% foram gastos com serviços ambientais.
A ministra também responderá sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, tema que opõe Marina a colegas de governo. A pouca atuação do governo para evitar a convocação da ministra envolve a insatisfação com a resistência de Marina com relação ao tema.
O único petista da comissão, Beto Faro (PT-PA), organizou uma audiência pública com a presença do presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, que defendeu exploração de petróleo na margem equatorial.

