Derrotado com Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira, que voltou ao comando do PP e prometeu não se aproximar de Lula, está ansioso para voltar ao governo do petista – ainda que indiretamente.
Nogueira manterá sua promessa —ao menos publicamente. Seu distanciamento de Lula e de seu governo é uma questão regional. Seu grupo político no estado é adversário do que é liderado pelo ministro do Desenvolvimento Socia, Wellington Dias.
Mas pretende, ainda que ocultamente, ter influência nas indicações a cargos do governo, principalmente no Nordeste. Não tem intenção de deixar tudo para seu colega Arthur Lira.
Ciro está certo de que essas movimentações ficarão mais discretas se sair a federação de seu partido com o União Brasil. A união das legendas garante uma bancada de 106 deputados, a maior da Câmara (o PL tem 99), e vai obrigar o governo a negociar.
É neste contexto que Nogueira pretende abocanhar um pouco de poder e não deixar tudo para Lira.

