Depois de oito anos, a Operação Lava Jato teve um fim simbólico nesta segunda-feira (19), com a soltura do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho. O político era o último condenado das investigações iniciadas em 2014 que ainda estava em uma carceragem. Ele deixou a Unidade Prisional da PM no começo da noite.
Cabral foi solto depois de o Supremo Tribunal Federal entender que ele estava sob prisão preventiva por tempo demais. O ex-governador foi detido em 2016, acusado de comandar um esquema de recebimento de propinas e outras vantagens indevidas, no período em que governou o Rio de Janeiro.
Em 23 processos a que responde na Justiça, o ex-governador já foi condenado a penas que chegam a 425 anos e 10 meses de prisão. Entretanto, todos estão em fase de recursos, o que impede a prisão para o cumprimento efetivo das punições.
Por causa dos vários processos, Cabral continuará detido, mas sob regime de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou a mudança de regime obedecendo a decisão do STF, mas impôs uma série de condições ao ex-governador.
Entre as proibições, Cabral não poderá realizar festas ou outros eventos sociais em casa. Só poderá receber visitas de parentes até 3º grau, de advogados e de profissionais de saúde. Ele também está proibido de manter qualquer contato com colaboradores ou réus de processos, principalmente da Lava Jato.
Cabral também se comprometeu com a Justiça a comparecer a qualquer evento relacionado aos processos a que responde e a se entregar voluntariamente, caso seja alvo de nova ordem de prisão.
Leia a íntegra do despacho da juíza Gabriela Hardt:

