Diogo Mentor é o candidato do governador Claudio Castro para ocupar uma das três vagas destinadas à advocacia na atual seleção para desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. E isso tem incomodado a advocacia fluminense. O advogado não cumpre um dos requisitos mínimos para poder disputar o posto: dez anos de advocacia.
O profissional foi um dos escolhidos nas três listas sêxtuplas da OAB-RJ votadas na semana passada. Ele, que também é professor, tem um extenso currículo na área jurídica, mas apenas oito anos e três meses de atuação como advogado.
O fato de Mentor ter contabilizado o período em que atuou como servidor do TJRJ está sendo criticado na Ordem fluminense. Ele atuou de 2006 a 2010 como assessor jurídico e de 2011 a 2013 como diretor da seção criminal do tribunal.
O Bastidor já mostrou que a disputa pelas vagas no TJRJ aproximou até adversários. Flávio Bolsonaro e Luciano Bandeira uniram-se para colocar seus nomes na corte. Um deles é Vitor Marcelo Aranha Afonso Rodrigues, ex-professor do senador que chegou ao TRE-RJ pela caneta de Jair Bolsonaro. Ele também foi um dos aprovados nas listas votadas pela OAB-RJ.
Mentor foi procurado pelo Bastidor para comentar as informações divulgadas, mas não respondeu até a publicação desta notícia.

