A política internacional parece distante demais da maioria dos governadores brasileiros. Dos 27 chefes de Executivos estaduais, apenas sete divulgaram posicionamentos referentes à guerra entre Rússia e Ucrânia, cujos desdobramentos podem atingir a economia e a segurança de todo o planeta.

Dentre os governadores, quem tem mais interesse direto na disputa é Ratinho Júnior (PSD), do Paraná. Como o Bastidor mostrou, ele preferiu não se posicionar contra nenhum dos lados. O estado possui comunidades de descendentes de ucranianos e russos. Ele apenas desejou paz na região.

Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP), ambos do PSDB, prestaram apoio ao povo ucraniano. Os dois tucanos condenaram os ataques russos.

Entre os governadores do PT, apenas Camilo Santana (CE) se manifestou, mas sem assumir posicionamento sobre o conflito. “Guerra significa dor, morte e sofrimento. Será sempre o pior caminho. Rogo a Deus que esse conflito entre Rússia e Ucrânia tenha logo um fim, com a retomada do diálogo que leve ao caminho do respeito e da paz”, escreveu o governador.

O posicionamento de Santana contrasta com a liderança do PT no Senado, que chegou a publicar no Twitter uma nota criticando os Estados Unidos pelos ataques, mas depois apagou a postagem.

Em notas muito parecidas, os governadores do PSB Renato Casagrande (ES) e Paulo Câmara (PE) lamentaram o conflito. O capixaba lembrou dos riscos à economia. “Além de ceifar vidas inocentes, os conflitos geram instabilidade mundial, atrapalham a retomada da economia, podendo alcançar proporções devastadoras”.

Ainda no campo da esquerda, Flávio Dino (PCdoB) falou nas redes sociais sobre a guerra e pediu que a paz prevaleça, mas “com as necessárias concessões das partes envolvidas”.