Luís Miranda quebrou o decoro parlamentar ao não denunciar as suspeitas de corrupção sobre o contrato para compra da Covaxin às “autoridades competentes”. A conclusão é de Gilberto Abramo, relator do caso do deputado do DEM do DF no Conselho de Ética da Câmara.

A análise do texto estava prevista hoje, mas foi adiada pela segunda vez. A primeira postergação ocorreu em 29 de setembro.

Abramo também questiona o fato de Miranda – junto com seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde – ter aguardado três meses para levar o caso a público.

O relator afirma que, “apesar das investigações em andamento, não tivemos nenhum elemento informativo que comprove a existência ou não de irregularidades”.

E complementa que “tais questionamentos deixam dúvidas sobre a real preocupação do parlamentar em cumprir suas funções funções constitucionais”. Abramo é filiado ao Republicanos, partido da base governista.