Maria Caetana Cintra Santos assumirá interinamente a PGR caso a nomeação de Augusto Aras não seja publicada até o próximo dia 26. É nessa data que termina oficialmente o mandato do atual procurador-geral da República – reconduzido ao cargo pelo Senado em 24 de agosto.
A subprocuradora-geral ocupa a Vice-Presidência do Conselho Superior do MPF. Maria Caetana foi eleita para o cargo no último dia 17, com apoio de Aras. Foi dela a decisão, ainda em 2020, de prorrogar por um ano o prazo de trabalho da força-tarefa da Lava Jato no Paraná.
A decisão da aliada de Aras surpreendeu à época – é notório o choque dos procuradores paranaenses com o chefe da PGR. Tanto que o MPF dissolveu o grupo em fevereiro deste ano, realocando alguns de seus membros no Gaeco e outros voltando a atuar nas funções de origem.
No Planalto e na PGR, a demora em publicar a nomeação de Aras é interpretada como um sinal de que Bolsonaro pode, de fato, indicá-lo à vaga que seria de André Mendonça. As resistências ao ex-AGU seguem fortes – fortíssimas.

