A CPI do Crime Organizado aprovou novamente, nesta terça-feira (31), a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e investigado no caso do Banco Master.
A medida já havia sido aprovada em 11 de março, numa votação em bloco. Desta vez, o requerimento foi votado e aprovado em separado, para evitar ser derrubado pelo Supremo Tribunal Federal. Recentemente, o Supremo anulou a aprovação de requerimentos votados em bloco pela CPMI do INSS. No dia 5, o ministro Flávio Dino usou esse argumento para suspender a aprovação de um requerimento que quebrava sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
A CPI tomou a precaução por os dados financeiros de Zettel podem levar ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o Estadão, Zettel era o único cotista do fundo Leal, que investiu cerca de 19,9 milhões de reais no fundo Arleen. Na sequência, o Arleen comprou a participação da Maridt no projeto e aplicou aproximadamente 20,7 milhões de reais no resort.
Até agora, o Supremo barrou todas as tentativa de CPIs de investigar os negócios de Toffoli. NO final de fevereiro, o ministro Gilmar Mendes barrou a quebra de sigilo da Maridt. No dia 19, Mendes anulou a decisão da CPI que determinava a quebra dos sigilos fiscal e bancário do fundo Arleen. A decisão atendeu a um pedido do próprio fundo, que contestou a aprovação conjunta do requerimento.
No último fim de semana, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, rejeitou o pedido da CPI para restabelecer a quebra de sigilo da empresa Maridt. Fachin afirmou que um ministro não pode rever decisão de outro fora de situações excepcionais, o que não se aplicaria ao caso.

