Além do PSDB e MDB, que, como informou o Bastidor, trabalham para construir um alinhamento político para destronar Arthur Lira da Presidência da Câmara, entra nessas conversas o novo União Brasil.

Integrantes da legenda, agora com a maior bancada da Câmara e com mais dinheiro (quase 1 bilhão de reais) que os demais, querem participar da articulação para assumir, a partir do ano que vem, o comando da Câmara.

Nesse arranjo, o MDB ficaria com o comando do Senado.

Bastidor informou na última semana que Baleia Rossi, presidente do MDB, e Bruno Araújo, do PSDB, iriam levar a proposta de enfraquecer PP, PL e Republicanos, a Luciano Bivar, do União Brasil, e a Roberto Freire, do Cidadania.

Trata-se, argumentam, de uma forma de sobreviver ao centrão mas também à união das esquerdas –ainda que não por meio de uma federação.

No arranjo, no caso da vitória de Lula o grupo faria oposição ao novo governo.

Apesar da articulação de Rossi, o MDB será o MDB, que consegue ter em suas fileiras quem apoie Lula, Jair Bolsonaro (cujo líder do governo no Congresso é do partido) e se comporta como independente.