A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), uma série de requerimentos para investigar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e sua possível relação com o Banco Master. Foi aprovada a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa da qual são sócios o ministro e dois de seus irmãos. Foram aprovados também convites para que Dias Toffoli e seus irmãos José Carlos e José Eugênio compareçam para depor.
No mês passado, o ministro Dias Toffoli reconheceu ser um dos sócios da Maridt, que teve participação acionária no Tayayá Resort. Reconheceu também que uma fatia da participação da empresa familiar no empreendimento foi comprada pelo fundo Arleen, que tem como cotista indireto Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo. Por conta disso, após dois meses de desgaste, Toffoli deixou a relatoria da investigação do caso Master no Supremo.
Na mesma sessão, os senadores aprovaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master no período de janeiro de 2022 a janeiro de 2026 e um pedido ao Coaf pra fornecer relatórios de inteligência financeira. A medida inclui ainda a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. – nova denominação da Reag. Foi aprovado também um convite para o dono do banco, Daniel Vorcaro, depor.
Foi aprovado ainda um convite para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal depor. Também foi convidada a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, cujo escritório manteve um contrato de 3,6milhões de reais mensais com o Master.
A CPI aprovou também requerimentos de Augusto Ferreira Lima, ex-presidente do Banco Master, e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio da instituição. A CPI também pediu ao Senado os registros de acesso de Augusto Ferreira Lima às dependências da Casa.
A CPI ainda convocou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o ex-ministro da Cidadania João Inácio Ribeiro Roma Neto. Foi durante a gestão de Campos Neto no BC que surgiram os sinais de problemas de solvência no Banco Master.
Leia a íntegra dos itens aprovados na CPI do Crime Organizado:

