A Heineken do Brasil começou a recolher lotes específicos de latas de sua água mineral, a Mamba Water. A medida foi tomada depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do produto, por suspeita de contaminação com a bactéria Pseudomonas Aeruginosa.

Esse microorganismo é o mesmo que foi encontrado em lotes de produtos da marca Ypê, em maio. Em nota, a Anvisa informou que foi a própria Heineken quem detectou a presença da bactéria nos lotes.

Os consumidores que compraram as latinhas da Mamba Water produzidas nos dias 3 e 4 de abril deste ano, com validade até 3 e 4 de abril de 2027, devem procurar a Heineken para devolver o produto e serem ressarcidos. A identificação dos lotes suspeitos de contaminação pode ser feita nos números impressos embaixo das latas, onde, além da validade, está escrito o lote. Se o número for 13 ou 14, o produto deve ser devolvido.

A Heineken informou ainda que não recebeu nenhuma reclamação de impacto à saúde provocado aos consumidores. Segundo a empresa, 82% dos lotes atingidos pela contaminação já foram recolhidos voluntariamente.

Mesmo assim, a devolução é recomendada, pois a bactéria Pseudomonas Aeruginosa, embora represente pouco risco a pessoas saudáveis, tende a causar infecções graves em indivíduos com a imunidade comprometida

A devolução deve ser solicitada pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 888 1090, de segunda a sábado, das 9h às 21h.

O recall das latinhas da Mamba Water se soma a mais problemas de gestão que envolvem a Heineken do Brasil este ano. Em janeiro, o então CEO global da empresa, Dolf van den Brink, renunciou ao cargo, depois de a multinacional registrar queda global nas vendas e a perda de processos importantes para a continuidade das atividades no Brasil, um dos principais mercados da empresa.

Curiosamente, ele foi substituído por um brasileiro. Rafael Oliveira, de 51 anos, foi anunciado no mês passado para assumir o posto de CEO a partir de outubro. Atualmente, ele comanda a JDE Peet’s, multinacional holandesa do setor de café e chá.

Energético sem estudos

No mesmo comunicado em que anunciou o recolhimento da Mamba Water, a Anvisa também determinou a retirada do mercado de todos os energéticos com a marca Mister Hemp, produzidos pela empresa G. Freitas Alimentos. A decisão foi tomada devido à falta de estudos que comprovassem a “manutenção das características de segurança, composição e qualidade” durante o prazo de validade exibido nas latinhas.

O Bastidor procurou a empresa, mas não teve resposta.