Mesmo com três nomes no Ministério de Lula, o União Brasil resiste em se alinhar ao governo, menos ainda ao PT. Os dois partidos, porém, estão afinados num tema: jogar pedra no senador Davi Alcolumbre.

O senador se tornou o alvo preferido da maledicência sempre que citado entre as lideranças das duas legendas. Quando se encontram, na Câmara ou no Senado, membros dos partidos aproveitam para criticar Alcolumbre.

Dizem que ele prometeu demais e entregará pouco – referindo-se aos votos do partido para o governo – e só indicou gente problemática para Lula.

Além do ministro do Turismo, Juscelino Filho, que esteve com Lula para se justificar por ter embolsado diárias de viagem para ir a um evento privado, Alcolumbre indicou o ministro Waldez Góes (Integração).

O ex-governador do Amapá foi condenado em 2019 a seis anos e nove meses de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça por crime de peculato, que é quando um servidor público ou autoridade usa o cargo para desviar dinheiro.

No PT, acham que Alcolumbre vai causar problemas ao governo por meio dos ministros; no União Brasil o problema é o que entendem ser a “fome” de Alcolumbre: além dos ministros, ele quer controlar outras indicações nos ministérios.