Senadores estudam discutir o impeachment de Augusto Aras para pressioná-lo caso o PGR não ande com o relatório entregue pela CPI da Pandemia. A informação foi passada ao Bastidor por um advogado que ajudou na elaboração do documento final que indiciou Jair Bolsonaro, outras 79 pessoas e duas empresas.

O receio dos senadores do antigo G7 da CPI – encerrada ontem – com Aras é tanto que o relatório será enviado a todas as autoridades competentes para que sejam abertas o maior número possível de investigações e, consequentemente, ações na Justiça.

Mas essa estratégia não alcança o Olimpo brasiliense, que está nas mãos de Aras e Arthur Lira – ambos são aliados de ocasião de Bolsonaro. Lira depende do presidente para liberar emendas para seus companheiros de Câmara. Já O PGR foi reconduzido ao cargo com apoio do capitão reformado e ainda sonha abertamente com a possibilidade de ir para o STF, na vaga deixada por Marco Aurélio em julho deste ano.

Para tentar contornar juridicamente essa barreira política que protege Bolsonaro, os senadores também estudam a possibilidade de apresentar uma ação penal pública subsidiária. Esse tipo de pedido seria feito depois de esgotados os 30 dias que Aras terá, após receber o relatório da CPI, para analisar as informações e decidir se abre ou não investigação pelos desmandos do governo federal na pandemia.