A cúpula do PP está furibunda com o deputado Neri Geller. Ele era o principal responsável pela construção dos palanques do partido em Mato Grosso. Fracassou, na avaliação dos chefes da legenda.

Neri, como é conhecido, quer ser candidato ao Senado pelo PP. Mas não conseguiu viabilizar sua candidatura. O candidato de Bolsonaro ao Senado é Wellington Fagundes, do PL. O presidente agora fala isso publicamente.

Há meses, os chefes do partido, liderados por Ciro Nogueira, reuniram-se com o deputado na sede do PP. Pediram que ele topasse concorrer à reeleição e se dedicasse à articulação de uma chapa ampla em Mato Grosso. Ofereceram 2,3 milhões de reais do fundo eleitoral para assegurar uma boa campanha.

Arthur Lira, contudo, havia prometido a Neri a vaga ao Senado. O deputado fora articulador da campanha de Lira à Presidência da Câmara. Lira também participou dos apelos ao correligionário, sem sucesso.

Ciro e Lira pediram ajuda a Blairo Maggi, padrinho político de Neri Geller. Sem sucesso, até agora.

Como Neri não montou chapa, querem que ele concorra a deputado estadual, ao menos. O deputado não quer saber de conversa. Diz que vai até o fim com a candidatura ao Senado. Garante que será eleito.

Os chefes do PP duvidam. E já começam a contar os prejuízos num estado que seria, em tese, fácil para o fortalecimento do partido.