A Oncoclínicas anunciou nesta segunda-feira (15) que fará uma assembleia com debenturistas para renegociar as condições de pagamento dos títulos. Segundo o balanço mais recente, a companhia tem dívida líquida de 3,4 bilhões de reais, sendo 1,42 bilhão de reais em debêntures.

O encontro com os credores está previsto para 6 de julho. A Oncoclínicas pretende negociar os termos da reestruturação de parte de sua dívida. Entre as propostas estão a alteração do vencimento dos papéis e mudanças nas datas de remuneração e amortização. A companhia também quer discutir a inadimplência em parte dos compromissos assumidos.

No comunicado ao mercado, a Oncoclínicas voltou a citar a possibilidade de um plano de recuperação extrajudicial. O balanço do primeiro trimestre mostra uma concentração crítica de vencimentos no curto prazo. Em 31 de março de 2026, a companhia tinha 124,3 milhões de reais em caixa e títulos, contra 3,4 bilhões de reais em dívidas de curto prazo, incluindo empréstimos, debêntures, derivativos e contas a pagar por aquisições.

Como mostrou o Bastidor, a empresa está em crise financeira há três anos, após uma sequência de aquisições e investimentos para crescer que elevou seu endividamento.

A situação piorou com a crise do Banco Master. O banco virou sócio da Oncoclínicas em 2024, e parte do dinheiro investido na empresa foi aplicada em CDBs da própria instituição. Quando o Master foi liquidado pelo Banco Central, em novembro, a Oncoclínicas ainda tinha cerca de 478 milhões de reais nesses papéis.

Leia o comunicado da Oncoclínicas: