A Oncoclínicas informou nesta segunda-feira (9) que iniciou negociações com credores para alongar o prazo de pagamento de dívidas que vencem nos próximos meses. A empresa busca mais tempo para quitar o valor principal e os juros, em meio a um processo de reorganização financeira.
A companhia está em crise financeira há três anos, causada por uma série de aquisições e investimentos para expansão que aumentaram sua dívida. Também enfrenta impactos da crise do Banco Master. O banco se tornou sócio da Oncoclínicas em 2024. A empresa investiu parte do aporte inicial em CDBs do banco. Quando o Master foi liquidado pelo Banco Central, em novembro, a empresa mantinha cerca de 478 milhões de reais aplicados nesses papéis.
Em comunicado, a Oncoclínicas afirmou que convocou assembleias com investidores que detêm títulos de dívida da companhia e de subsidiárias. Nessas reuniões, pedirá autorização prévia para eventual descumprimento de um indicador financeiro previsto em contrato, que mede a relação entre endividamento e geração de caixa. O cálculo considerará os resultados de 2025.
O comunicado foi divulgado quatro dias após uma mudança no comando da empresa. Na quinta-feira (5), o fundador Bruno Ferrari deixou o cargo de diretor-presidente e foi substituído interinamente pelo oncologista Carlos Gil Moreira Ferreira, então diretor médico da companhia. Ferrari permanecerá como vice-presidente do conselho, enquanto a empresa conduz a busca por um novo CEO.

