Sem avançar sobre partidos de centro, o senador Rodrigo Pacheco busca fechar com Alexandre Kalil, do PDT, uma posição para compor a chapa que disputará o governo de Minas. A Kalil, que também é pré-candidato a governador, foram oferecidas duas opções: a vice ou a disputa ao Senado.

Publicamente, o PDT e Kalil afirmam que a candidatura ao governo do estado será mantida. Contudo, fontes que participam das conversas consultadas pelo Bastidor admitem reservadamente a possibilidade de acerto.

Kalil passou a ser uma opção considerável após Pacheco encontrar resistências a alianças no MDB e no União Brasil. Os diretórios estaduais dos partidos tendem a apoiar o governador Mateus Simões, do PSD, sucessor de Romeu Zema.

Pacheco e integrantes do PT também conversam com o deputado Aécio Neves, do PSDB. Pesquisas internas feitas pelo PT apontam o tucano como líder nas pesquisas para o Senado, afirmou ao Bastidor um dirigente petista.

Aécio ocuparia uma das vagas ao Senado. A outra ficaria com Marilia Campos, do PT. Nessa composição, Kalil seria o vice de Pacheco. A negociação com Aécio, contudo, não é simples. Ele resiste a subir no mesmo palanque de Lula, de quem é adversário histórico, mas não descarta compor uma chapa com Pacheco.

Ao Bastidor, o presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que Kalil “é candidato a governador” e ingressou no partido “com este compromisso”. Aécio e Pacheco não comentaram.