Os membros da campanha de Cláudio Castro estão preocupados sobre como vão quitar as dívidas da tentativa de reeleição do governador do Rio. O candidato do PL já gastou cerca de R$ 3 milhões a mais do que arrecadou.

Até agora, foram contratados R$ 15,25 milhões em serviços, mas a campanha recebeu R$ 12,5 milhões para cobrir os custos. A arrecadação de Castro é fundamentada apenas em repasses do fundo eleitoral: R$ 6 milhões do PL, R$ 3,5 milhões do União Brasil e R$ 3 milhões do Republicanos.

Castro não teve nenhuma doação privada. Tampouco seu patrimônio declarado será capaz de cobrir os custos, caso não consiga novos repasses até o fim do primeiro turno.

Embora lidere as pesquisas de intenção de votos, Castro não declarou ter recebido doação privada na campanha até o momento. Tudo tem sido pago com dinheiro público, repassado das legendas.

A contabilidade do governador também preocupa porque ele está próximo de estourar o teto de gastos para a campanha no primeiro turno. O Tribunal Superior Eleitoral determinou que candidatos ao governo estadual não podem gastar mais do que R$ 17,78 milhões nessa fase da campanha.

Caso siga ao segundo turno, como as pesquisas indicam, Castro poderá gastar outros R$ 8,89 milhões para cobrir as despesas. Contudo, não é possível usar o valor a mais para pagar custos do primeiro turno.

Entre os principais gastos do governador até o momento estão as ações de marketing e a contratação de cabos eleitorais. Essas duas contas somam R$ 13,4 milhões até aqui. Só as agências de comunicação e as gráficas consumiram R$ 7,3 milhões.

A Vitória CI, agência responsável pela campanha, vai receber R$ 4,5 milhões. A empresa pertence a Paulo Vasconcelos, publicitário que foi citado por receber dinheiro de caixa 2 na delação da Odebrecht, durante o período em que trabalhou para o PSDB de Minas Gerais.

Mas esse não é o maior repasse até aqui na campanha de Castro. A empresa Cinqloc Empreendimentos, responsável por contratar cabos eleitorais, recebeu R$ 6,1 milhões.

A Cinqloc pertencia, até junho deste ano, a Evandreza Henrique da Silva, candidata a deputada estadual pelo União Brasil. Dados do TSE mostram que a empresa foi responsável por contratar cabos eleitorais. Reportagem do site Metrópoles apontou que a propriedade da Cinqloc foi repassada a uma senhora de 65 anos.

Segundo o texto, um porta-voz da Cinqloc disse que essa foi a primeira vez que a empresa foi contratada para fazer uma campanha política.