Os fundadores do KaBuM!, os irmãos Leandro e Thiago Ramos, sofreram nova derrota na disputa judicial contra o Itaú BBA. Desde 2022, eles acusam o banco de agir em benefício do Magazine Luiza na venda da plataforma de e-commerce por 3,5 bilhões de reais em 2021.

Os irmãos alegaram que o banco, responsável por assessorar a transação, teria deixado de agir de forma imparcial e que o executivo da área de fusões e aquisições, Ubiratan Machado, teria atuado em benefício do Magazine Luiza. Na tentativa de sustentar essa suspeita, pediram à Justiça acesso a trocas de mensagens e documentos internos.

Na quinta-feira (31), o pedido foi negado por unanimidade. O tribunal considerou que faltavam indícios sólidos para justificar a produção dessas provas e entendeu que a solicitação se enquadrava na prática de “pescaria probatória”, proibida pela legislação brasileira. 

Anunciada em julho de 2021, a aquisição do KaBuM! pelo Magazine Luiza foi realizada através do pagamento de 1 bilhão de reais em dinheiro, além de 125 milhões de ações. Destas, 75 milhões seriam entregues no fechamento do negócio e outras 50 milhões em janeiro de 2024.

Para que o valor total da transação chegasse a 3,5 bilhões, as ações precisariam manter-se próximas de 28 reais, seu preço máximo histórico – o que não aconteceu. As ações do Magazine Luiza derreteram. Em janeiro, seu valor ficou na casa dos 19 reais. Hoje, cada papel vale 8,35 reais.

Com a decisão unânime, os irmãos terão de arcar com os custos do processo, incluindo os honorários dos advogados do Itaú BBA e de Ubiratan Machado.