O Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, afastar cautelarmente o ministro Marco Buzzi. A decisão foi tomada numa sessão extraordinária, nesta terça-feira (10), com a participação de 27 ministros, em virtude das denúncias de importunação sexual contra ele.

Não foi definido um prazo para o afastamento. De toda forma, enquanto perdurar a decisão, Buzzi fica impedido de usar o gabinete, veículo oficial e as demais prerrogativas do cargo. Cinco ministros deixaram de votar e justificaram suas ausências João Otávio de Noronha, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Isabel Gallotti e Regina Helena.

No dia 10 de março, os ministros se reunião para analisar as conclusões da Comissão de Sindicância que apura as acusações contra Buzzi. Pouco antes do resultado da reunião deste terça, a defesa do ministro apresentou um um laudo médico que recomenda seu afastamento por 90 dias.

Buzzi é acusado de tentar agarrar à força uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos. O caso é examinado também pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Conselho Nacional de Justiça.

Uma segunda denunciante de importunação sexual contra Buzzi foi ouvida nesta terça-feira (10) pela Corregedoria Nacional de Justiça. O CNJ informou que abriu nova reclamação disciplinar este segundo caso. Os procedimentos tramitam em sigilo.