A audiência realizada na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30), terminou sem acordo para a venda dos 27,26% da Oi na V.tal para fundos ligados ao BTG Pactual, de André Esteves.
A operação, que conta com apenas com a proposta do BTG, segue sem aprovação por parte relevante dos credores, como Pimco, SC Lowy e Ashmore, representados pelo UMB Bank, que também têm interesse no ativo, mas em condições não previstas no edital de alienação.
Com o impasse, a juíza Simone Gastesi Chevrand decidiu não deliberar de imediato. Determinou que o processo seja encaminhado para análise mais aprofundada e informou que a decisão sobre a homologação será proferida posteriormente.
O BTG apresentou uma oferta de 4,2 bilhões de reais, abaixo do preço mínimo estipulado, que era de 12,3 bilhões de reais. Por isso, a proposta precisa ser votada pelos principais credores. Os fundos ligados ao banco já controlam a V.tal com 72,5% de participação.
Durante a audiência, houve por parte dos credores tentativa de converter a votação em uma sessão de conciliação para aumentar a oferta, mas o BTG não aceitou. Representantes do banco reforçaram que não pretendem alterar os termos da proposta nem revisitar as condições.
Os credores alegam que, nos termos atuais, a venda contraria parâmetros estabelecidos no plano aprovado inicialmente. A Oi e o gestor judicial, Bruno Rezende, se manifestaram favoravelmente à aprovação da proposta, citando a situação financeira delicada da companhia, a inexistência de outras ofertas e o pagamento à vista como fatores relevantes.
A Administração Judicial e o watchdog acompanharam esse entendimento, sem apresentar oposição. O Comitê de Credores Trabalhistas declarou apoio à operação, destacando a liquidez imediata proporcionada pelo pagamento em dinheiro.

