A tentativa de socorro à Oncoclínicas, negociada com a Porto Seguro e o grupo Fleury, não avançou. As três empresas confirmaram o fim das conversas, sem acordo, na manhã desta terça-feira (14).
O plano previa um aporte de 1 bilhão de reais na rede de oncologia, que tem uma dívida de 4,8 bilhões de reais. Como mostrou o Bastidor, a empresa enfrenta uma crise financeira há três anos, depois de uma sequência de aquisições e investimentos para crescer, que elevou seu endividamento.
A situação piorou com a crise do Banco Master. O banco virou sócio da Oncoclínicas em 2024, e parte do dinheiro investido na empresa foi aplicada em CDBs da própria instituição. Quando o Master foi liquidado pelo Banco Central, em novembro, a Oncoclínicas ainda tinha cerca de 478 milhões de reais nesses papéis.
Sem o acordo com Porto e Fleury, a empresa agora tenta outras saídas para negociar com os credores. Uma delas é a via judicial. Nesta terça-feira, a Oncoclínicas informou que vai entrar na Justiça de São Paulo com um pedido para suspender, de forma liminar, cláusulas que permitam o vencimento antecipado de suas dívidas.
A companhia também quer suspender temporariamente a cobrança de obrigações ligadas a esses contratos financeiros, tanto dela quanto de suas afiliadas.

