Dois pontos atrapalham o background check de Caio Mario Paes de Andrade, indicado do presidente Jair Bolsonaro para o comando da Petrobras. A checagem é uma das etapas para que ele possa assumir o cargo.

Segundo o comitê que analisa o currículo, falta a validação pelo Ministério da Educação das pós-graduações que de Paes de Andrade afirma ter cursado na universidades Duke e Harvard, nos Estados Unidos. E falta o principal: comprovar experiência no setor de petróleo e gás.

Paes de Andrade afirma ter trabalhado por um ano e meio como conselheiro da PPSA, empresa pública que administra a exploração do pré-sal brasileiro. Mas são exigidos 5 anos de experiência para ser presidente da Petrobras.

Mesmo assim, o governo trabalha fortemente para concluir o processo de forma que não seja conclusivo, abrindo o caminho para a sua efetivação até a assembleia-geral dos acionistas.

Bastidor informou no início da semana que o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, prometeu presidente Jair Bolsonaro que a indicação de Caio Mario Paes de Andrade estaria resolvida ainda nesta semana.

Contudo, Sachsida avisou que no conselho de administração da companhia há receio de que seus integrantes sejam responsabilizados na Justiça por uma decisão em desconformidade com a lei das estatais.