O governo quer votar a PEC que acaba com a escala 6×1 no plenário do Senado na semana de 5 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. O objetivo é que a aprovação sirva de propaganda para o presidente Lula nos dias finais da campanha para o segundo turno.
Após três encontros com o presidente Lula em Brasília, e a participação, na segunda-feira, em um evento da Petrobras no Amapá, na terça-feira Alcolumbre assinou o despacho que iniciou a tramitação das matérias de interesse do governo: além da PEC do fim da 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto dos minerais críticos.
O próximo passo depende da Secretaria-Geral da Mesa, que deve formalizar o despacho para a Comissão de Constituição e Justiça ainda esta semana. As definições de relator e de calendário, porém, só devem sair depois de uma reunião entre Alcolumbre e o senador Otto Alencar, presidente da comissão.
O plano inicial do governo era aprovar a matéria antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A rusga com Alcolumbre, iniciada no ano passado, impediu. Mesmo após o fim da briga, as chances de aprovar a matéria antes do primeiro turno são praticamente nulas. O Senado só tem mais uma data de esforço concentrado antes das eleições, prevista para a semana de 31 de agosto. A PEC precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e ser aprovada no plenário em dois turnos. Assim, o objetivo passou a ser a votação após o dia 5 de outubro.
Alcolumbre não descartou o pedido de Lula, mas também não se comprometeu com prazo algum. Sinalizou que vai conversar com os líderes partidários para checar se há clima político para a votação antes de decidir qualquer coisa.
A PEC que acaba com a jornada 6×1 está parada no Senado desde 28 de maio. A PEC da Segurança Pública, aprovada pelos deputados em março, também esperava a liberação de Alcolumbre para seguir à comissão temática. O projeto dos minerais críticos, aprovado na Câmara em maio, não tinha tido nenhuma movimentação até então.

