A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da operação Sem Desconto, que investiga desvios em aposentadorias do INSS. Foram alvos de buscas e apreensões o advogado Willer Tomaz e parentes do senador Weverton Rocha, vice-líder do governo Lula e principal aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Os 18 mandados de busca e apreensão foram expedidos por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e são cumpridos no Maranhão e no Distrito Federal. Essa fase mira suspeitos de auxiliar a lavagem de dinheiro do núcleo político do esquema de fraudes no INSS.

O senador Weverton já tinha sido alvo de outra fase da operação Sem Desconto em dezembro. Na ocasião, a PF o apontou como “braço político” do esquema. Ele é suspeito de receber os valores desviados por meio de ex-assessores de seu gabinete em Brasília.

“As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos”, diz a PF.

Já o advogado Willer Tomaz é conhecido por suas relações políticas, inclusive pela proximidade com o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Ele já foi preso pela PF  na Lava Jato após a delação da JBS.

O advogado foi próximo da ala do MDB que ajudou a derrubar Dilma. Ascendeu no governo Bolsonaro, quando se aproximou de Flávio Bolsonaro e de Arthur Lira, entre outros parlamentares do centrão.

Procurado o advogado Willer Tomaz, não respondeu. O Bastidor tenta contato com os outros envolvidos.