A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou nesta quarta-feira (4) que ele nega as suspeitas que o levaram à cadeia, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Segundo os advogados, ele sempre colaborou com a Justiça, de forma transparente.
Vorcaro foi detido na terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, foram encontrados indícios de uma série de crimes praticados pelo dono do Banco Master, como gestão fraudulenta, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro, coação no curso do processo e fraude processual.
Na nota encaminhada à imprensa, a defesa “nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”. O texto não fala especificamente sobre nenhuma das suspeitas que pesam sobre o banqueiro.
Na mesma linha, a defesa de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como principal associado na organização criminosa, afirmou apenas que o cliente já se apresentou à Polícia Federal e que seguirá à disposição das autoridades. Não houve qualquer menção às suspeitas de que ele intermediava pagamentos de propina demandados por Vorcaro a agentes públicos.

