O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, atendeu nesta quarta-feira (28) a um pedido da Polícia Federal e autorizou abertura de um inquérito para investigar a suspeita de contratação de influenciadores pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para tentar descredibilizar o Banco Central no processo de liquidação extrajudicial.

Como mostrou o Bastidor, a PF já havia mapeado os 40 perfis nas redes sociais que publicaram, no início do mês, uma série de ataques ao Banco Central, seu presidente, Gabriel Galípolo, seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino Santos, e seu ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro Renato Gomes.

A PF investigará se houve crime de obstrução de justiça. Ainda não está definido quando serão tomados os depoimentos dos donos das agências por trás do projeto “DV” – possível referência as iniciais de Daniel Vorcaro -, como a iniciativa era descrita em um dos casos.

Em peça enviada a Toffoli no dia 9, a defesa de Vorcaro negou qualquer envolvimento dele na contratação de influenciadores para descredibilizar o BC.

Dois influenciadores, Rony Gabriel, com 1,7 milhão de seguidores, e Juliana Moreira Leite, com 1,5 milhão, publicaram vídeos em que afirmam ter recebido propostas de uma agência para publicar em seus perfis mensagens com as críticas. O objetivo era passar a mensagem de que o BC se precipitou ao decretar a liquidação do Master. Os dois não aceitaram o trabalho.