Em uma negociação entre as lideranças do governo e oposição, a CPMI do INSS adiou para a próxima semana a votação de itens que estavam na pauta desta quinta-feira. Entre eles estão seis que pediam a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

A base do governo argumentou que o objetivo da convocação era apenas desgastar Messias, que deve ser sabatinado em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Messias está sob ameaça, devido à insatisfação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com sua indicação.

A oposição, por sua vez, considera que o depoimento seria relevante para o esclarecimento da investigação Sem Desconto, que apura fraudes que roubaram aposentados e pensionistas. Argumentam que Messias pode esclarecer a suspeita de omissão da AGU contra as fraudes.

Caso o requerimento seja apreciado, líderes governistas afirmam já contar com votos suficientes para barrar a convocação de Messias. Um integrante da CPMI disse ao Bastidor que o adiamento não passou de um acordo entre os dois lados para blindar outros personagens. Entre os itens adiados está um requerimento de convocação de André Kruschewsky, ex-diretor do Banco Master, que administrava o programa CredCesta, de crédito consignado a servidores públicos do governo da Bahia.

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