O Tribunal de Justiça de Goiás manteve o bloqueio de 34 imóveis do empresário Guimar Alves, conhecido como Rei do Laranjal. Ele é acusado de usar outras pessoas como sócios formais dos seus empreendimentos para fugir de cobranças de credores.

Segundo as acusações, Guimar colocava pessoas pobres como donas formais de fazendas e empresas que na verdade pertencem a ele.

A decisão judicial cita casos em que o empresário, logo após uma determinação do TJGO que tratava de indisponibilidade de bens, alienou imóveis seus em benefício de terceiros, como seu filho e sua irmã.

Para os desembargadores da 2ª Câmara Cível do TJGO ficou clara a simulação dos negócios no intuito de blindagem e ocultação patrimonial. Eles afirmam claramente que o empresário e seus cumplices agiram com intuito fraudulento para dificultar a satisfação dos credores.

Um dos casos, como mostrou o Bastidor, é o da fazenda Ribeirão Bonito. O empresário é suspeito de ter colocado Carlos Roberto Alves Filho para figurar no quadro societário.

O credor que foi à Justiça, a Polo Indústria e Comércio LTDA, diz que Carlos Roberto e mais duas mulheres aparecem como sócias em empresas que pertenceriam a Guimar.

Carlos Roberto Alves Filho é um funcionário humilde de uma das empresas de Guimar. As outras duas citadas como sócias trabalham, respectivamente, em um pesqueiro e como auxiliar de escritório.

Leia a decisão: