Alexandre de Moraes decidiu há pouco multar em 15 mil reais diários Daniel Silveira. O deputado criou uma confusão para se vitimizar perante o ministro do Supremo – e engajar a base bolsonarista. Recusa-se a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, conforme pedido da PGR acolhido por Moraes. Está aquartelado na Câmara.

O ministro do STF também determinou o bloqueio de todas as contas do deputado e a abertura de inquérito por desobediência. Colocou Arthur Lira no centro do caso: o presidente da Câmara deverá determinar data, horário e local para que o parlamentar finalmente seja obrigado a usar a tornozeleira eletrônica.

Para Moraes, a atitude de Silveira é “esdrúxula” e “estranha”, porque o deputado “utiliza-se da Câmara dos Deputados para esconder-se da Polícia e da Justiça”. O ministro diz ainda ser de “duvidosa inteligência a opção do réu, pois o mesmo terminou por cercear sua liberdade aos limites arquitetônicos da Câmara dos Deputados, situação mais drástica do que àquela prevista em decisão judicial”.

Silveira se pôs nessa situação para extrair vantagem política de seus problemas judiciais. A estratégia é arriscada. Pode lhe custar o atual mandato – ou assegurar o próximo.