Com a aprovação do relatório de Renan Calheiros, terminou nesta terça-feira, 26 de outubro, a CPI da Pandemia. Houve maioria para aprovar o pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro, outras 79 pessoas e duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog.

A favor, além do relator, votaram Omar Aziz, Randolfe Rodrigues, Tasso Jereissati, Otto Alencar, Humberto Costa e Eduardo Braga. Contrários ao relatório se colocaram Marcos Rogério, Eduardo Girão, Luís Carlos Heinze e Jorginho Mello.

No parecer aprovado, há o apontamento de provas de que o governo Bolsonaro foi omisso e escolheu agir “de forma não técnica e desidiosa” no enfrentamento da pandemia.

É a primeira vez na história que uma comissão parlamentar aponta uma lista de delitos tão extensa atribuídos a um presidente da República. São nove delitos, incluindo crimes contra a humanidade.

Pouco antes da votação, Renan acatou novas alterações propostas por parlamentares. Para ter o voto do senador Eduardo Braga, por exemplo, decidiu incluir na lista de indiciados o governador do Amazonas, Wilson Lima, por epidemia com resultado morte, prevaricação e crimes de responsabilidade.

Além de Bolsonaro e do governador, estão na lista de indiciados, por diferentes motivos, o três filhos do presidente, Flávio, Carlos e Eduardo, os ministros Braga Netto (Defesa), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Marcelo Queiroga (Saúde) e Wagner de Campos Rosário (Controladoria-Geral da União).

Além deles, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, e os ex-ministros Eduardo Pazuello, Ernesto Araújo e Osmar Terra compõem o grupo.